Os serenos rumores

dos nomes vão nos chamando para correr daqui ali, as ruas, os bairros e as cidades.

Não posso dizer que Colatina nos chamou exclusivamente pela reluzência do seu nome, entre cola, lata, tina, co-latina. De Colatina falaremos depois. Aqui o rumor é Baunilha, um de seus distritos.

Imperceptível durante nossa visita diurna à Colatina, Baunilha se revelou tímida no meio da noite, durante o percurso de táxi que fazíamos de Colatina em direção a Vitória, em muitas coisas como Nova Petrópolis para o Sérgio, também envolta em névoa.

A BR-269 passa por seu amontoado de casinhas, enfileiradas em forma de vagens. Nós passamos dentro do táxi que Jaci conduzia pelos postes escuros, pela florzinha que é a estação de trem amarela, como todas as estações de trem eram e como não são mais. Podia ser nosso destino.

Saída da nossa lista de palavras preferidas em português, colada como uma orquídea no nosso caminho, Baunilha foi essencial para que o retorno improvisado ganhasse um sentido seu.

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