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Quando em Confins

senão durante uma conexão com um bom intervalo que permite fazer um passeio?

O aeroporto de Confins, que nem oficialmente tem esse nome, mas “Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Tancredo Neves”, é o que se encontra mais distante de sua região central. Logo, impossível qualquer passeio a BH entre um voo e outro.

Na saída do aeroporto, logo em frente, depois dos pontos de táxi e do estacionamento, há pontos de ônibus. O turista em conexão pode escolher pegar uma das duas linhas: Lagoa Santa ou Pedro Leopoldo.

A linha Lagoa Santa leva à cidade de mesmo nome, onde, é claro, há uma lagoa – dentre as várias de toda essa região mineira. As funcionárias do café do aeroporto, quando indagadas sobre os arredores, disseram que Lagoa Santa é “mais agitado” do que Confins, “que não tem nada”. Escolhemos Confins.

Confins, ex-distrito de Lagoa Santa, agora cidade por conta do aeroporto, está na direção oposta. É preciso pegar a linha Pedro Leopoldo e pedir ao cobrador a passagem para a cidade de Confins, que custa R$ 2,25: um bilhete azul, ideal para guardar como lembrança de viagem.

O trajeto é curto, o ônibus desce o terreno do aeroporto, e aos poucos vai descortinando a paisagem confinense, abaixo. O cobrador avisa – ou logo se percebe – minutos depois que chegamos ao centro da cidade: supermercado, açougue, bares. O campo de futebol do Aliança Esporte Clube. O lago de Cima.

Para voltar ao aerporto, basta esperar o ônibus na parada em frente à papelaria A4, seguindo a indicação do atendente do bar da esquina, que informará também o horário exato em que o ônibus passa. Caso o turista em conexão se distraia dentro na papelaria com os papéis coloridos (e um tanto caros), e perca o ônibus (sem ter comprado os papéis), será necessário correr até perto da lagoa, onde o ônibus volta a passar, deixando mais Confins para quem sabe uma outra conexão.

Em duas horas tranquilamente é possível ir, visitar e voltar ao aeroporto.

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